quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Curitiba-Witmarsum

O trajeto Curitiba - Witmarsum foi uma ótima prévia do que teremos pela frente, e eu não estou falando dos oito furos no pneu, da chuva e nem do frio, me refiro as primeiras provas de que ainda há pessoas dispostas a ajudar.
Um bom exemplo disso foi o Tomás, que apareceu justamente quando já tinhamos desistido de emendar o pneu da bike- até então com humildes 7 furos - , sentados ao pé de uma árvore, calculávamos até onde seriamos capazes de chegar a pé - lembrando que mesmo com esse questionamento, estavamos rindo e achando tudo muito divertido. E como foi divertido! -. Ele parou o carro, e perguntou se precisavamos de alguma ajuda. Por um momento, tenho de confessar, pensamos se ele não era o maniaco do posto de gasolina, ou algo do gênero.
E não é que ele era mesmo? Mas mesmo assim ele estava disposto a nos amar incondic... ...errr... nos levar até a bicicletaria para comprar a única coisa que um cicloturista não deve esquecer em casa - depois da bicileta, é claro -.
Sim, esquecemos a câmera reserva. E se isso já não fosse o bastante ele nos levou de volta ao posto em que tinha nos encontrado e ficamos por lá conversando sobre a vida, o universo e tudo mais.
Nos quilómetros seguintes fizemos mais alguns amigos, uns mais humanos, outros um pouco mais caninos.
Por falar nos mais caninos, encontramos um cachorro que nos ensinou o verdadeiro significado da palavra reciclagem - e da expressão "o cão chupando manga", talvez -.
O coitado comia qualquer coisa que jogavamos pra ele, de cascas de banana à garfinhos de plástico - que por sinal, pareciam bem gostosos -.
No meio do caminho encontramos um "Ônibus das Frutas". Nos perguntamos se no ônibus haveriam frutas, e não é que com excessão do motorista e do seu ajudante todos os outros passageiros eram frutas? Ganhamos uma sacola das mais deliciosas e caso alguém se depare com o ônibus no futuro, eu recomendo que comprem as maçãs.
Chegando em Campo Largo tivemos o nosso oitavo furo - no mesmo pneu -, dessa vez foi o Ademir, dono da bicicletaria Oficina Santa Clara (042 3555-1636) as margens da BR-277, próxima a entrada de Campo Largo que nos deu uma mão. Já era noite quando chegamos em sua casa. Além de nos ajudar com o furo, ele não poupou dicas e ensinamentos que com certeza vão ser muito utéis na nossa viagem.Então fica a dica:quando precisarem de algum serviço em sua bike lá em Campo Largo não hesitem em procurar o Ademir, é lá mesmo o lugar certo pra leva-la.
Depois disso a coisa toda ficou bem mais fácil, tirando a chuva que não deixava ver nada e que nos fez ter que percorrer parte do trajeto a pé, a bike estava ótima.
Paramos na RodoNorte e conhecemos o Sales, enfermeiro que trabalha na equipe de resgate e além de ser muito simpático nos serviu um cafezinho muito gostoso, e o Sub-tenente Ubiratã, bombeiro aposentado após 28 anos de serviço e que agora também fazia parte da equipe de resgate. Ele não nos ofereceu nenhum café, mas foi bem simpatico assim mesmo.
19 horas. Foi o tempo que levamos pra chegar até Witmarsum. Óbviamente daria pra fazer o mesmo trajeto em 5 horas, mas nos pergunte se gostariamos de ter chegado antes...
Obrigado ao pessoal que encontramos no caminho, foi ótimo conhecer vocês!

1 comentários:

Graziele Zahara disse...

Não tenho palavras para descrever a linda e saudável inveja que estou sentindo pela sua coragem. Realmente não tenho, estou aqui, parada em frente ao teclado sem saber o que escrever. Mandei um e-mail falando sobre conta bancária para contribuição, mas ainda nem havia lido seu post. Tenho certeza de que na sua "Natureza Selvagem" você terá sucesso e aprendizado como eu jamais tive. Estou emocionada... e orgulhosa! Mas, se não fosse você não teria esquecido alguma coisa né? rsrs

Vocês estão com câmera fotográfica? Não podem fazer esse percurso sem destino sem ter uma câmera para mostrar para os que ficam (ou os menos corajosos) o que vocês estão contemplando.

Beijos, te amo mais uma vez.