Sou apenas um caminhante
Que perdeu o medo de se perder
Estou seguro de que sou imperfeito
Podem me chamar de louco
Podem zombar das minhas idéias!
Não importa!
O que importa é que eu sou um caminhante
Que vende sonhos para os passantes
Não tenho bússula nem agenda
Não tenho nada mas tenho tudo
Sou apenas um caminhante
A procura de mim mesmo!
sábado, 7 de novembro de 2009
Canção do Caminhante
Postado por Priscila Nogueira de Jesus "Wulf" às 10:26 1 comentários
Tags Wulf
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Entre Rios - Condói - Cantagalo
De entre Rios fomos a Candói de onde saimos cedo.
Estavamos indo bem, em uma hora cheinha de morros percorremos 20 km em 1 hora.
Não parece muito pra quem está acostumado a medir a distáncia em Km/h em um carro, mas de bike é uma média um tanto boa. Estavamos otimistas - mesmo depois de um pneu furado- quando chegamos em Cantagalo.
Conhecemos o Sandro, socorrista que faz a patrulia do pedágio. Conversando com ele descobrimos que ele mesmo já havia se aventurado anos antes e ido até a venezuela sem um tostão no bolso.
Como todo bom aventureiro, esse tinha um sábio conselho para nos dar: " Procurem abrigo... já!"
Esse sem dúvida foi um dos melhores conselhos que já recebemos.
Não creio que exista água o suficiente no mundo pra chover desse jeito nos próximos três ou quatro anos.
Foi daí que percebemos que a única coisa que realmente cai do céu é água. Muita água.
Postado por Priscila Nogueira de Jesus "Wulf" às 06:00 1 comentários
domingo, 18 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Prudentópolis
De Guamiranga - distrito que por falta de muita coisa a gente nem vai falar - a Prudentópolis fomos caminhando, depois de 8 furos já dava pra sacar que o pneu estava bem zuado. Óbviamente não achariamos um pneu novo em Guamiranga - como disse o Andrei: "cidade promissora" - então a solução foi passar a noite naquele fim de mundo e seguir viagem novamente no dia seguinte. A pé.
Em Prudentópolis fomos muito bem recebidos pela família Machula, aprendemos a fazer repolho azedo, visitamos museu, igreja, recanto e o salto Barão do Rio Branco. Tudo isso dividido entre os três dias que ficamos enchendo o saco e aproveitando muito bem a nossa última estadia garantida. Comemos bem e dormimos melhor ainda e acho que também comemos ainda melhor depois disso.
Sairemos amanhã em direção a cidade de Guarapuava.
Não sabemos quando poderemos postar novamente e pra completar ja atingimos o nosso limite mensal de fotos publicadas no flicker então terão que ter um bocado de paciência ok?
Postado por Priscila Nogueira de Jesus "Wulf" às 17:59 4 comentários
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Ipiranga - Imbituva
Bem, não foi fácil dormir.
Meio pelo frio, meio pelo receio de roubarem as bicicletas e meio -talvez, pelo menos no meu caso - por ter comido demais.
Levantamos as 4 da manhã e apesar de ter dormido mal estava tudo mesmo muito supimpa.
Conhecemos um montão de gente, nos hospedamos no quintal do pedagio - até começar a cair um chuvão que nos obrigou a dormir o restante da noite na sala de descanso - fomos bem atendidos e até fizemos um rango na cozinha deles.
E fica aí a dica: quando estiver indo para uma cidade desconhecida e passar pelo pedágio - ao menos pelo pedágio do caminhos do paraná- pare e de uma olhada nas dicas de pontos turísticos que eles têm por lá, tome um cafézinho e aproveite para fazer alguns novos amigos.
Postado por Priscila Nogueira de Jesus "Wulf" às 16:42 0 comentários
Ponta Grossa - Ipiranga
Pés e pneus na estrada novamente.
Saimos após o almoço. Ganhamos algumas bolachas do Theodor para comer na viagem.
A estrada era muito boa e seguimos até o anoitecer. Montamos acampamento o mais longe que conseguimos da rodovia.
Fizemos nossa primeira fogueira.
Fizemos nossa própria comida. E como aquilo ficou bom!
Arroz com limão e castanhas, muito bem acompanhado de batatas - que ganhamos de um vendedor no caminho - e chá de gengibre.
Antes de continuar, é com grande prazer que informamos que não passamos fome. Muito pelo contrario, comemos bem a beça! As pessoas são sempre muito legais e até agora ninguém negou um rango quando precisamos. Na verdade na maior parte das vezes elas nos deram muito mais que isso. Mais do que elas podem imaginar. Mais do que nos podemos imaginar, talvez.
Postado por Priscila Nogueira de Jesus "Wulf" às 16:18 1 comentários
Cadente
Vi uma estrela cadente.
Mas não fiz pedido algum.
Já tenho tudo o que eu quero.
Postado por Priscila Nogueira de Jesus "Wulf" às 16:15 1 comentários
sábado, 10 de outubro de 2009
Ponta Grossa
Postado por Grilo às 06:58 1 comentários
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Witmarsum
Antes de mais nada, já concertamos o problema dos comentários, sintam-se a vontade para desabafar.
E pra quem quiser ver nossas fotos, tem um link no canto direito da página para nosso fliker.
Ainda faltam algumas mas tivemos um probleminha com o computador, então fica pra depois.
Bem, Witmarsum, o que dizer? Para nós tem dois significados completamente diferentes. Eu que já ouvia falar sobre a colônia a mais ou menos 4 anos mas ainda não havia visitado e o Ricardo, que viveu grande parte de sua infancia lá.
Não fomos recebidos calorosamente, como imaginavamos, na casa dos pais do Ricardo - chegamos as 4 da manhã-. Mas depois que todo mundo acordou, as coisas começaram a melhorar.
Passamos uma agradável semana com a Heike e o Aaron, filhos da Patricia. Brincamos até não aguentar mais - literalmente -, passamos horas rindo com a Patricia, comendo da comida gostosa da Trudi e tentando convensê-la de que não estamos ficando loucos. Não acho que tenha dado muito certo.

Hans, Wulf e Rico na Confeitaria Kliewer
Postado por Priscila Nogueira de Jesus "Wulf" às 17:53 2 comentários
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Curitiba-Witmarsum
O trajeto Curitiba - Witmarsum foi uma ótima prévia do que teremos pela frente, e eu não estou falando dos oito furos no pneu, da chuva e nem do frio, me refiro as primeiras provas de que ainda há pessoas dispostas a ajudar.
Um bom exemplo disso foi o Tomás, que apareceu justamente quando já tinhamos desistido de emendar o pneu da bike- até então com humildes 7 furos - , sentados ao pé de uma árvore, calculávamos até onde seriamos capazes de chegar a pé - lembrando que mesmo com esse questionamento, estavamos rindo e achando tudo muito divertido. E como foi divertido! -. Ele parou o carro, e perguntou se precisavamos de alguma ajuda. Por um momento, tenho de confessar, pensamos se ele não era o maniaco do posto de gasolina, ou algo do gênero.
E não é que ele era mesmo? Mas mesmo assim ele estava disposto a nos amar incondic... ...errr... nos levar até a bicicletaria para comprar a única coisa que um cicloturista não deve esquecer em casa - depois da bicileta, é claro -.
Sim, esquecemos a câmera reserva. E se isso já não fosse o bastante ele nos levou de volta ao posto em que tinha nos encontrado e ficamos por lá conversando sobre a vida, o universo e tudo mais.
Nos quilómetros seguintes fizemos mais alguns amigos, uns mais humanos, outros um pouco mais caninos.
Por falar nos mais caninos, encontramos um cachorro que nos ensinou o verdadeiro significado da palavra reciclagem - e da expressão "o cão chupando manga", talvez -.
O coitado comia qualquer coisa que jogavamos pra ele, de cascas de banana à garfinhos de plástico - que por sinal, pareciam bem gostosos -.
No meio do caminho encontramos um "Ônibus das Frutas". Nos perguntamos se no ônibus haveriam frutas, e não é que com excessão do motorista e do seu ajudante todos os outros passageiros eram frutas? Ganhamos uma sacola das mais deliciosas e caso alguém se depare com o ônibus no futuro, eu recomendo que comprem as maçãs.
Chegando em Campo Largo tivemos o nosso oitavo furo - no mesmo pneu -, dessa vez foi o Ademir, dono da bicicletaria Oficina Santa Clara (042 3555-1636) as margens da BR-277, próxima a entrada de Campo Largo que nos deu uma mão. Já era noite quando chegamos em sua casa. Além de nos ajudar com o furo, ele não poupou dicas e ensinamentos que com certeza vão ser muito utéis na nossa viagem.Então fica a dica:quando precisarem de algum serviço em sua bike lá em Campo Largo não hesitem em procurar o Ademir, é lá mesmo o lugar certo pra leva-la.
Depois disso a coisa toda ficou bem mais fácil, tirando a chuva que não deixava ver nada e que nos fez ter que percorrer parte do trajeto a pé, a bike estava ótima.
Paramos na RodoNorte e conhecemos o Sales, enfermeiro que trabalha na equipe de resgate e além de ser muito simpático nos serviu um cafezinho muito gostoso, e o Sub-tenente Ubiratã, bombeiro aposentado após 28 anos de serviço e que agora também fazia parte da equipe de resgate. Ele não nos ofereceu nenhum café, mas foi bem simpatico assim mesmo.
19 horas. Foi o tempo que levamos pra chegar até Witmarsum. Óbviamente daria pra fazer o mesmo trajeto em 5 horas, mas nos pergunte se gostariamos de ter chegado antes...
Obrigado ao pessoal que encontramos no caminho, foi ótimo conhecer vocês!
Postado por Priscila Nogueira de Jesus "Wulf" às 12:40 1 comentários
